betesda


do amor
Novembro 30, 2007, 3:28 pm
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Quem ama não pode fugir aos lugares-comuns. É por eles que nos traduzimos.

E eu amo. Com a força tranquila dos dias que passam muito depressa.
São poucos esses dias que tenho para lhe mostrar que o meu corpo é o seu corpo e a minha alma, em sintonia com a sua, é uma voz sossegada…

Nesses dias, há a comunhão dócil dos que se conhecem há muito tempo. Há um entusiasmo quase infantil quando se faz uma coisa qualquer.

E eu sinto-me crescer. Começo a entender os Poetas e a querer ser mulher.

De corpo inteiro.



estórias
Novembro 28, 2007, 5:17 pm
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Na parede muitas prateleiras. Em cada prateleira vários livros. Arrumadinhos. Vem uma corrente de ar e desarruma alguns. Volta a arrumar-se, de modo diferente, se possível, para não voltar a acontecer. E quando a ventania é grande e se desarruma tudo? Assim, tudo ao mesmo tempo! Os autores estrangeiros no chão com o Eça e o Pessoa? Misturam-se? Reproduzem-se? Haverá paciência para os recolocar nos devidos lugares? E fechá-los: como se fecham as histórias que não querem acabar? Provavelmente, a melhor solução é encontrar um novo livro que reequilibre a prateleira… de preferência um que possamos escrever nós e que tenha um final feliz!



idiotices
Novembro 27, 2007, 2:33 pm
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Que o coração tem razões que a própria desconhece é lugar mais que comum. Mas e a cabeça? Onde vai ela buscar ideias que não podemos travar? Entranham-se. Vivem connosco o delírio solitário das histórias que crescem do nada (ou do quase nada)… Instalam-se de tal maneira que acabamos por incorporá-las no dia-a-dia como dados adquiridos que, simplesmente, não existem!

Precisava de desligar o botão……



Novembro 15, 2007, 8:21 pm
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Não sei se sei sonhar.



dúvida
Novembro 14, 2007, 8:36 pm
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Não sei se sou capaz de dizer tudo o que penso.. nem de escrever sequer! Há ideias que se instalam na nossa cabeça como bombas atómicas e, no fim, após alguma reflexão, não passam de estalinhos de Carnaval. Tavez seja por isso que é preferível deixar passar o tempo e, só mais tarde, falar. Mais sensato é, concerteza! Menos espontâneo, também.

E verdadeiro, será?



2ªs
Novembro 5, 2007, 7:30 pm
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É às 2ªs que tudo pesa mais:a tarde,a noite principalmente… e o silêncio! Entrar numa casa vazia sabe bem, mas só às vezes. Às 2ªs nunca sabe – sabe a solidão, a tarefas inadiáveis porque tem que se inventar qualquer coisa para fazer. Passa-se de um estado de felicidade para um vazio que se enfeita de vida adulta, independente e, de certo modo, fatalista. É um espaço de tempo demasiado curto para regressar ao quotidiano… As 2ªs deviam ser mais suaves, menos dolorosas, mais cheias.