betesda


Abril 2, 2009, 4:34 pm
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Falta de descanso? Não! Só uma ira contida prestes a desabar… quando os sons se entranham e se enrolam numa espiral interior pede-se que passe depressa e se consiga desligar o botão!

Podia dormir de agora até amanhã de manhã…

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dos sentidos
Março 31, 2009, 4:57 pm
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Ver. Cheirar. Tocar. Provar. Ouvir.
Dias em que uns valem mais do que outros. Dias apagados e outros tão acesos que qualquer estímulo nos deixa alerta. A luz desperta-nos os sentidos. A temperatura amena é convidativa ao estar na rua. Tudo pode ser quando desejamos que seja.



Março 30, 2009, 4:58 pm
Filed under: betesda, ficção, mix

Tomou um lexotan e enfiou-se na cama. Evitava a todo custo magoar-se. As mágoas estão nos pequenos gestos e descobertas que se fazem sem querer. Inadvertidamente escutou uma conversa menos própria. E escondeu-se. No seu refúgio de sempre. Uma cama que assistira à passagem de várias vidas. Todas dele. Todas vidas num desfile de outras pequenas mágoas. Não sabia o que era sofrer. Isso evita-se! Escondemo-nos e seguimos como sempre e como nunca.



Fevereiro 27, 2008, 4:36 pm
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Encostei esta porta sem querer, quase me esqueci que existia… outras prioridades, algum pudor talvez. Mas sei que não está fechada e que posso voltar sempre que me apetecer. Isso é importante.
Até já!



do amor
Novembro 30, 2007, 3:28 pm
Filed under: betesda

Quem ama não pode fugir aos lugares-comuns. É por eles que nos traduzimos.

E eu amo. Com a força tranquila dos dias que passam muito depressa.
São poucos esses dias que tenho para lhe mostrar que o meu corpo é o seu corpo e a minha alma, em sintonia com a sua, é uma voz sossegada…

Nesses dias, há a comunhão dócil dos que se conhecem há muito tempo. Há um entusiasmo quase infantil quando se faz uma coisa qualquer.

E eu sinto-me crescer. Começo a entender os Poetas e a querer ser mulher.

De corpo inteiro.



estórias
Novembro 28, 2007, 5:17 pm
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Na parede muitas prateleiras. Em cada prateleira vários livros. Arrumadinhos. Vem uma corrente de ar e desarruma alguns. Volta a arrumar-se, de modo diferente, se possível, para não voltar a acontecer. E quando a ventania é grande e se desarruma tudo? Assim, tudo ao mesmo tempo! Os autores estrangeiros no chão com o Eça e o Pessoa? Misturam-se? Reproduzem-se? Haverá paciência para os recolocar nos devidos lugares? E fechá-los: como se fecham as histórias que não querem acabar? Provavelmente, a melhor solução é encontrar um novo livro que reequilibre a prateleira… de preferência um que possamos escrever nós e que tenha um final feliz!



idiotices
Novembro 27, 2007, 2:33 pm
Filed under: betesda

Que o coração tem razões que a própria desconhece é lugar mais que comum. Mas e a cabeça? Onde vai ela buscar ideias que não podemos travar? Entranham-se. Vivem connosco o delírio solitário das histórias que crescem do nada (ou do quase nada)… Instalam-se de tal maneira que acabamos por incorporá-las no dia-a-dia como dados adquiridos que, simplesmente, não existem!

Precisava de desligar o botão……