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Pode ser a garrafa de água arrumada inusitadamente ou a ruga no lençol na cama que ainda não se fez. Por vezes nem há vontade de a fazer. É como se a estadia se prolongasse e com isso um pouco da presença se mantivesse. Também há sinais que se encontram sem procurar e marcas que se desprendem de alguns lugares…da memória principalmente! Não se pode dizer que é mau, deve apenas dizer-se que é confortante e que, brevemente, o ritual se repetirá.
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Sublinho, levemente, aquela frase que ouvi. Apenas na memória. E há-de perdurar até que as circunstâncias permitam. Porque é verdade. Porque é assim. Depois há-de esfumar-se entre outras que façam mais sentido e acabará por desaparecer. Não é sempre assim?
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Eu, que nem sempre sou eu (aqui), escrevo hoje sendo mais eu do que nunca.
Releio alguns posts e vejo-me camuflada em várias palavras que, cirurgicamente, escolho. Uma necessidade (algo estúpida) de deixar sempre qualquer coisa por dizer… Freud deve explicar. E eu, com alguma coragem e paciência explico também… mas não hoje! Hoje era só para deixar a palavra inteira:
Amo-te (tanto)!
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Nas férias estendemos o corpo ao sol, enterramos os pés na areia, mergulhamos um ano de trabalho em água salgada. Nas férias temos muito tempo para nós, pensamos muito, embora quisessemos antes não pensar em nada. Por isso se lê tanto nas férias, para evitar a nossa vida! Será?
Eu vou! …sem livros! 🙂
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Um dia percebemos que há coisas para as quais não encontramos solução. Não está nas nossas mãos. E as coisas começam a pesar e a trazer com elas outras coisas que nos incomodam. Cria-se uma espiral. Tenta-se parar, raciocinar, ser razoável, mas a impotência só nos deixa mais ansiosos e tristes e com um forte sentido de auto-comiseração e arrependimento pelo que não devíamos ter feito. E é só quando nos sentimos atolados na lama que conseguimos começar a pensar no outro lado: nas coisas boas que surgiram depois das más, das pessoas que amamos mais, das que não conhecíamos e passámos a amar infinitamente, da força que pode vir de uma simples palavra… Tudo tem solução! Mesmo que demore um pouco, mesmo que não esteja só nas nossas mãos! Haja fé e esperança (e alguma acção que nada acontece só por si!)!
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A não inquietação. Um desprendimento saudável, longe de aflições antigas. Faltas de confiança, sobretudo em nós. Dantes era assim. Agora é melhor. A chave de tudo está na confiança. Depositada ternamente nos outros e, mais uma vez, em nós. De nós para o Mundo!
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Pelo menos uma vez na vida
Que seja a última
Onde descansaremos todos os dias possíveis e todas as horas desejadas
Em nós.
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Muitos anos a viver do mesmo modo cria-nos vícios e certezas que julgamos eternas. Construímos o que somos através do que nos acontece e acontece-nos tanta coisa! Por norma, privilegiamos as experiências más: dizem-nos que nos fazem crescer e nos tornam mais fortes. Depois acontecem-nos as boas e mal sabemos o que fazer com elas! Com a urgência de pensar podemos esquecer-nos de sentir… Não vale a pena indagar o porquê de tamanha felicidade, de como nos tornamos pessoas diferentes, de como várias certezas se desvanecem no passar dos dias ou de como outras nos crescem por dentro, a cada dia que passa! Gerir dias felizes torna-se fácil se pensarmos menos e fizermos mais para que os próximos continuem feitos de pequenos momentos de coração cheio.
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Às vezes tenho medo de mim, de como olho para as coisas, de como o pânico de uma ruína me pode paralisar. Não seria sensato pensar obsessivamente em nada e não o faço… apenas e só porque aprendi a dominar-me. Há, no entanto, assuntos que me ultrapassam e esses gosto de explorar até não me vir mais nenhuma hipótese à cabeça! Pode ter sido assim que fui conhecendo os que me rodeiam, mas também a mim. E isso já ninguém me pode tirar. Se gosto do que vejo quando me olho no espelho? Depende da hora! Mas tirando uns pequenos traços que me vão circundando os olhos, estou bem! Não me detenho o tempo suficiente para encontrar mais imperfeições – também aprendi esta defesa! Se sou completamente honesta? Depende das pessoas! Se merecem ou não! Se isto é tudo verdade? Claro que não! É apenas um exercício tolo para preencher um tempo vazio… cada vez mais vazio e menos suportável!
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Ele gosta quando, com a voz quase apagada, ela lhe diz as meias palavras que só escondem a mais poderosa. A aventura está no saber desfiar o tom e reconhecer o olhar… Apercebe-se do despudor, da entrega… Apercebe-se das fragilidades que deixaram de se tentar esconder: não vale a pena!
Ela gosta quando, com o olhar iluminado, ele a sente completa, sem esconderijos, só com a verdade! E é só verdade!